Rio de Janeiro, 22/10/2017
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SOLENIDADE DE ABERTURA SEMINÁRIO HABITAR A CIDADE
Discurso do Coordenador de Extensão da FAU-UFRJ,
Prof. Cristovão Fernandes Duarte

Bom dia a todos!
Antes de mais nada, gostaria de dar boas-vindas a todos e falar da minha alegria de participar, junto com vocês, deste momento da História da nossa Escola em que se inicia o Seminário Habitar a Cidade, como eixo condutor da programação da Semana da FAU 2006, realizado em parceria com o Observatório de Favelas.
Trata-se de um momento muito especial, sobretudo, se pensarmos que esta é a primeira vez que a FAU abre espaço para uma discussão institucional sobre o tema das Favelas. E já não era sem tempo (!), dada a relevância sócio-espacial assumida pelo fenômeno da favelização, ao longo das últimas décadas, no cotidiano vivido de nossas cidades.
Mais especial ainda se faz este momento, quando percebemos a amplitude com que foi desenhado este Seminário e o número de professores, pesquisadores e estudantes envolvidos na sua organização e na operacionalização dos trabalhos programados, que se desenvolverão ao longo desta semana.
A programação foi dividida, grosso modo, em 4 faixas de horário: no primeiro horário, de 8:30 as 10:30h serão apresentadas as pesquisas sobre o tema da Favela, em andamento dentro da Universidade; no segundo horário, de 10:30 as 12:30, serão discutidas as experiências concretas de urbanização de favelas, com a presença de arquitetos e urbanistas com atuação reconhecida neste campo profissional; para o terceiro horário, de 13:30 as 15:30, foram convidados palestrantes que possam trazer para dentro da Universidade sua experiência e suas reflexões sobre o tema em debate (são os “interpretes da favela”, de acordo com o nosso Diretor Gustavo Peixoto); no quarto horário, será desenvolvida uma Maratona (não competitiva) de Projetos e Idéias para uma determinada área da Favela da Maré, por estudantes de arquitetura e urbanismo, coordenada pelo CAFAU e que contará com a orientação do arquiteto e ex-aluno da FAU Valdo Felinto. Ao final da Semana os trabalhos realizados pelos estudantes constituirão uma exposição aberta ao público.
A arquitetura do Seminário pretendeu contemplar integralmente os pontos programáticos definidos para a atuação da Coordenação de Extensão de FAU-UFRJ, que podem ser traduzidos sinteticamente em três grandes objetivos principais:

1o - Fomentar a discussão de temas relativos à atuação profissional do arquiteto e urbanista, com ênfase especial aos problemas sócio-espaciais vividos pelas cidades brasileiras;
2 o - Envolver a comunidade acadêmica na busca de soluções propositivas para os problemas estudados;
3 o - Participar ativamente, através de contribuições técnico-especializadas, do debate público travado pela Sociedade a respeito desses temas, exercendo, assim, o nosso papel de Instituição Pública de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Para que tudo isso tivesse se tornado possível, a Coordenação de Extensão contou com uma grande equipe de colaboradores que se engajaram na organização deste evento e não pouparam esforços para que pudéssemos realizar esse projeto, que muitas vezes pareceu uma ousadia acima das nossas forças.
Ainda que não seja possível nominar aqui todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram nesse esforço, gostaria que todos se sentissem homenageados e reconhecidos, nos agradecimentos que, por uma questão de justiça, me sinto autorizado e, mesmo, impelido a explicitar publicamente:
Em primeiro lugar, quero agradecer ao nosso Diretor Gustavo Peixoto que não apenas apoiou, desde o primeiro momento, esta iniciativa, como se tornou um dos principais formuladores do novo formato assumido pela Semana da FAU, inclusive, arregaçando as mangas e partindo para o corpo-a-corpo do trabalho de organização deste evento. Quero destacar ainda um aspecto fundamental da sua atuação como Diretor neste processo. Apesar de saber que não será novidade nenhuma para os aqui presentes, faço questão de mencionar a sua reconhecida capacidade de trabalhar em equipe, de forma democrática, sempre disposto a ouvir e a contribuir, com seus pontos de vista, para o debate das idéias. Aprendi, na minha vida profissional, a valorizar esta qualidade, que costuma ser muito rara, e que requer uma grande dose de desprendimento e uma forte convicção no princípio da cooperação, que deve reger a condução democrática de sua gestão como Diretor da FAU.
Já que eu falei em trabalho de equipe, aproveito aqui para reconhecer a colaboração dos companheiros da equipe da Direção e do meu contemporâneo de FAU, Ricardo Esteves, vice-coordenador de Extensão da FAU.
Quero agradecer também à colaboração imprescindível do Observatório de Favelas, que já se tornou nosso parceiro prioritário no trabalho com assentamentos populares, como é o caso do Escritório Modelo de Arquitetura Pública que desenvolve projetos para o Complexo da Maré (e é coordenado pelo prof. Pablo Benetti e a profa. Maria Julieta, aqui presentes). Gostaria de me referir, particularmente, ao coordenador do Observatório de Favelas, professor Jailson de Sousa que estará participando da mesa “Caminhos para uma nova cidade”, hoje, às 13:30 e que, por outros compromissos já assumidos, não pôde estar presente nesta solenidade de abertura dos trabalhos.
Devo destacar também o apoio institucional da própria Universidade Federal do Rio de Janeiro, que se desdobrou em vários níveis de colaboração:
1- a colaboração da Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ, através do trabalho desenvolvido pela Pró-Reitora Laura Tavares e sua equipe, formada pela Superintendente Acadêmica de Extensão, profa. Ana Inês Sousa, a Superintendente Geral de Extensão, profa. Isabel Cristina de Azevedo e da Diretora de Integração Universidade Comunidade, profa. Eliana Sousa e Silva. No caso da profa. Eliana os agradecimentos são dobrados, já que ela também é coordenadora do Centro de Ações Solidárias da Maré – CEASM, que nos proporcionará a apresentação da Orquestra de Flautas da Maré e da Oficina de Hip Hop que acontecerão, respectivamente, hoje e no encerramento dos trabalhos, na sexta-feira;
2- a colaboração da Decania do Centro de Letras e Artes da UFRJ, através do trabalho desenvolvido pelo Decano prof. Léo Soares e do Coordenador de Extensão do CLA, José Mauro Albino, meu parceiro desde o início desta caminhada, quando só existia uma idéia mais ou menos vaga (embora muito ambiciosa) do que pretendíamos fazer e poucas chances de conseguir realizá-la. Lembro da nossa primeira reunião, quando vi o Zé Mauro assumir por inteiro o desafio de fazer acontecer esse Seminário, ajudando a Extensão da FAU a superar todos os obstáculos e nos oferecendo, de forma extremamente solidária e generosa, o caminho das pedras para seguirmos em frente. O que ocorreu, a partir dessa nossa primeira reunião, foi um verdadeiro trabalho de cooperação institucional, como se a Extensão do CLA se fundisse, temporariamente, com a Extensão da FAU, somando forças e recursos para alcançar um mesmo objetivo;
3- a colaboração da Coordenadoria de Comunicação da UFRJ, sobretudo aos jornalistas Fortunato Mauro e Bruno Franco do Jornal da UFRJ e da designer Patrícia Perez pelo competente trabalho de divulgação do nosso Seminário.

Tenho agora, para concluir, alguns agradecimentos muito especiais. Mais do que agradecimento trata-se de reconhecimento. O primeiro vai para dois arquitetos recém-formados nesta Escola, Daniel Wagner e Juliana Canedo (ambos aqui presentes) que foram duas aquisições fundamentais da Extensão na Semana da FAU 2006. Esses dois jovens arquitetos nos emprestaram, voluntariamente, seu conhecimento, ainda recente, mas já muito consistente, sobre favelas, e demonstraram uma extraordinária competência e disposição para trabalhar, tanto na organização da Maratona do CAFAU, como na inovadora e inteligente divulgação do Seminário que eles, junto com o CAFAU, propuseram e executaram (devo dizer para vocês que eles assumiram uma dupla jornada de trabalho, já que ambos desenvolvem trabalhos particulares como arquitetos).
A FAU fica muito orgulhosa de estar formando (ou ajudando a formar) profissionais como o Daniel e a Juliana. E quero que eles saibam, tendo vocês aqui presentes como testemunhas, que estamos esperando o dia em que eles possam vir a integrar de modo permanente o quadro da FAU, seja como pesquisadores ou como docentes, porque eles representam a força de renovação que a Universidade, ela própria, produz para continuar viva, criativa e atuante.
E, por falar em força de renovação, quero destacar a atuação do Centro Acadêmico da FAU na organização e coordenação da Maratona e na mobilização da comunidade acadêmica, provando mais uma vez que a Extensão não pode prescindir desta aliança indissolúvel com os estudantes; essa energia criativa e rejuvenescedora que dá um verdadeiro sentido aquilo que chamamos Universidade.
Não vou repetir que fiz parte da diretoria do CAFAU quando era estudante, que o CAFAU foi reaberto ainda em plena Ditadura pela minha geração, etc, etc. Acho que todos aqui já me ouviram, em algum momento, dizer essas coisas. Mas vou sempre repetir que tenho muito orgulho de ter participado do movimento estudantil e que no CAFAU aprendi coisas extremamente importantes para a minha formação como arquiteto e como professor. E coisas que nunca foram, nem poderiam ser (!) ensinadas em sala de aula.
No CAFAU aprendi, junto com os meus companheiros (que continuam meus amigos até hoje), a sonhar com um futuro melhor; com uma sociedade mais justa e mais fraterna; a acreditar que temos um papel a cumprir como estudantes e cidadãos; que a transformação daquilo que nos desagrada no presente é possível e depende fundamentalmente de nós mesmos, da nossa ação e da nossa força.
Por isso, quando hoje penso nas atividades de Extensão, penso, no mínimo, na possibilidade de transformação da própria Universidade. Ou, pelo menos, de tentar fazer com que ela possa cumprir corretamente o seu papel na sociedade. Que o ensino e a pesquisa, que constituem historicamente a própria essência da Universidade, possam estar direcionados para a transformação da Sociedade.
E que a Extensão, então, seja menos uma suposta (e discutível) terceira especialidade universitária e mais a potencialização e a ampliação daquilo mesmo que a Universidade sempre fez e que deverá continuar fazendo, que é a produção do conhecimento, através da Pesquisa, e a sua transmissão e democratização, através do Ensino.
Que a Extensão não seja tomada como uma ponte metafórica, a ser construída entre a Sociedade e a Universidade, ou muito menos como um apêndice ou uma muleta que auxilia um corpo cambaleante a andar. A idéia da ponte admite ou pressupõe a existência de um fosso ou, pelo menos, de uma certa distância entre a Universidade e a Sociedade, o que me parece uma idéia incorreta. A muleta então, nem vale a pena comentar.
Prefiro pensar na Extensão não como uma coisa, mas como um movimento. Um movimento de alongamento que vitaliza e tonifica o corpo da Universidade; um movimento de expansão que amplia o arco de atuação da Universidade, que se estende em todas as direções. Sem muletas nem próteses.
Um movimento que areja e que rejuvenesce um velho corpo encarquilhado, travado pelo encolhimento dos músculos, pela rigidez das articulações, pela paralisia momentânea dos seus membros.
Um movimento, enfim, que faça da Universidade uma força viva, criativa e atuante, como já havia mencionado anteriormente.
Levando então um pouco mais longe essa metáfora da Extensão como movimento de alongamento, eu diria que nesse corpo que é a Universidade, os membros naturalmente mais flexíveis e alongados são, por natureza, os próprios estudantes. São eles que, na prática concreta do dia-a-dia, fazem a Universidade chegar mais longe, capilarizando e multiplicando a sua ação na sociedade. São eles também que nos trazem, mesmo que seja à revelia de alguns de seus professores, a realidade para dentro da sala de aula, com suas dúvidas imprevisíveis, com suas inquietações e angústias, mas também com sua capacidade de antecipar o novo, de sonhar e de desejar o futuro.

E na Universidade, como em tudo na vida, é sempre o futuro que comanda o presente.

Bom Seminário a todos e muito obrigado!


Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2006.
Cristovão Fernandes Duarte
Coordenador de Extensão


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